Novos artigos de dossiê debatem saúde mental, desigualdades de gênero e impactos da jornada 6x1

Publicado em 12 de Março de 2026 às 10h05. Atualizado em 12 de Março de 2026 às 11h22

O dossiê “Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho” publicou mais três textos que aprofundam o debate sobre os efeitos da organização do tempo de trabalho na vida da classe trabalhadora. Os 27º, 28º e 29º artigos da série abordam temas como saúde mental, desigualdades de gênero no trabalho de cuidados e os impactos da jornada exaustiva sobre determinados grupos sociais.

O 27º artigo, intitulado “Trabalho que fratura, jornada que adoece: saúde mental e os impactos da escala 6×1”, de autoria de Vanessa Silveira de Brito, discute a relação entre tempo de trabalho e saúde mental, destacando a escala 6×1 como um dispositivo de precarização. Segundo a autora, as jornadas prolongadas e escalas restritivas comprometem a saúde mental das trabalhadoras e dos trabalhadores e defende a redução da jornada e o direito ao tempo de viver como medidas fundamentais de cuidado e resistência. Acesse aqui.

Já o 28º artigo, “Fim da escala 6×1: e o trabalho de cuidados, como é que fica?”, de autoria de Élida Azevedo Hennington, apresenta uma reflexão teórica sobre a relação entre jornada de trabalho e desigualdades de gênero, com foco no trabalho de cuidados e na área de Saúde da Trabalhadora. O texto problematiza o papel historicamente atribuído às mulheres como cuidadoras e a divisão sexual do trabalho, destacando seus impactos na saúde física e mental. Leia aqui.

O 29º artigo, “O peso do trabalho e os corpos que aguentam: quem são os corpos que sustentam as estruturas da escala 6×1”, de autoria de Wanise Cabral Silva, Ludmila Rodrigues Antunes e Mariane Pereira Rodrigues, analisa o modelo de regulamentação da jornada de trabalho no Brasil e suas consequências no cotidiano laboral. 

Para as autoras, a jornada de 44 horas semanais recai de forma desigual sobre determinados grupos sociais, que acabam sustentando o peso de um modelo de trabalho exaustivo. O texto busca identificar o perfil das trabalhadoras e dos trabalhadores submetidos à escala 6×1 e discutir como iniciativas como a proposta de emenda constitucional que trata do tema e o movimento Vida Além do Trabalho (VAT) podem contribuir para enfrentar a hiperexploração do tempo de trabalho. Confira aqui

Dossiê
Com o objetivo de ampliar o debate sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho, o Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) do Instituto de Economia da Unicamp, a Rede de Estudos e Monitoramento da Reforma Trabalhista, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho do Departamento de Sociologia da UnB e o site “Democracia e Mundo do Trabalho em Debate” organizaram um dossiê com artigos que abordam o tema sob diferentes perspectivas.

Segundo a chamada para artigos, “o objetivo é estimular o debate e abrir espaço para novas visões e diferentes abordagens sobre essas questões. O propósito principal é construir argumentos que contribuam para reforçar a agenda do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho sem redução de salários".

ANDES-SN na luta contra a jornada 6x1
A luta pelo fim da jornada 6x1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários é uma das pautas centrais do Plebiscito Popular por Justiça Tributária, organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, em articulação com entidades dos movimentos sindical e social, entre elas o ANDES-SN. O plebiscito obteve mais de 2,1 milhões de votos.

Para fortalecer a divulgação de conteúdos relacionados ao plebiscito e ampliar o debate público sobre o tema, o Sindicato Nacional se soma às demais entidades e canais de comunicação que estão publicando os artigos do dossiê.

Confira aqui todos os artigos já publicados

Foto de Capa: Eline Luz/Imprensa ANDES-SN

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